5 factos inconvenientes sobre o roubo das tuas fotos

Já tiveste o azar de uma foto tua ser roubada? Aqui estão alguns factos importantes que deves saber. O simples pensamento de que uma fotografia que te pertence foi roubada por outra pessoa ou empresa é frustrante. E se fotografas profissionalmente, as implicações das tuas fotos serem usadas por outra pessoa pode, tornar as coisas muito complicadas.

Neste artigo, vamos falar de como deves proceder caso tenhas fotos roubadas e se vale a pena, É importante ter em mente que as leis de direitos de autor variam de país para país. Contudo, há alguns pontos universalmente aplicáveis ​​que são semelhantes para a maioria dos países. O ideal é que te familiarizes com as lei de direitos de autor do teu país ou então consultes um advogado.

1. roubo de fotos acontece todos os dias

O ato de copiar e reproduzir a propriedade intelectual de outra pessoa, no nosso caso uma fotografia, definitivamente se tornou muito fácil com a tecnologia e as redes sociais. A maioria das fotos online podem ser guardas com poucos toques em um smartphone ou poucos cliques com o botão direito do rato. Embora alguns sites tentem evitar isso apresentando as fotos em outros formatos, a captura de ecrã torna a protecção inútil. Tornou-se tão fácil e instantâneo para muitas pessoas que a maioria nem pensa que é ilegal, especialmente porque é virtualmente impossível saber se a pessoa apenas guarda a cópia da foto para si própria. O mais realista é rastrear quem realmente faz uso das fotos, e existe maneiras simples de fazer isso.

2. o Google imagens é uma faca de dois gumes

Uma maneira comum que os ladrões de fotografias encontram as fotos é por meio da pesquisa de imagens do Google. Tornou-se uma ferramenta muito útil para quem precisa de material visual.

No entanto, o Google oferece alguma ajuda para encontrar as páginas onde as tuas fotos estão sendo usadas, e isso é chamado de “pesquisa reversa”.

Carrega a tua foto para o Google Imagens e ele encontrará as páginas onde cópias da tua foto estão sendo usadas. O processo também procura por imagens visualmente semelhantes, de modo que podes saber se as tuas fotos foram cortadas ou alteradas.

Uma outra opção é manter pressionado ou clicar com o botão direito do rato e seleccionar “Pesquisar imagem no Google”. Que é na verdade uma maneira muito conveniente de procurar cópias dessa imagem em particular sem teres que ir ao teu arquivo e fazer upload da foto. Existe maneiras mais avançadas de rastrear cópias das tuas fotos, mas geralmente exigem pagamento.

3. marca d'água não protege totalmente o roubo

A minha experiência de ter fotos roubadas e usadas ilegalmente provaram que a marca d’água não impede ninguém de roubar as tuas fotos. Com o simples uso da ferramenta “healing tool” do Photoshop ou cortando apenas a área onde a marca d’água nome estava, muitos ladrões de fotos pensam que o problema está resolvido. Atenção que, sem a marca d’água, a tua fotografia está protegida pelos direitos de autor, mesmo que maior parte da foto original tenha sido cortada.
Um hábito incomum é colocar duas marcas d’água em cada foto. Uma marca d’água claramente visível e uma outra muito pequena e quase transparente. É presumir que para quem quiser roubar a foto, julgar que há apenas uma marca d’água na foto e não identificar e remover a oculta. Este hábito não evita que a foto seja roubada, mas basicamente age como rova fumegante quando necessitar de provar que a foto foi realmente roubada.

4. As desculpas idiotas dos ladrões de fotos

A forma mais comum de roubo de fotos é o uso de uma foto para utilização comercial. E é tão simples e fácil de entender que não podes roubar a foto de outra pessoa para ganhar dinheiro, apesar de milhares de pessoas fazerem isso. A desculpa mais habitual que se ouve é que não sabiam que é ilegal fazer isso.

A maioria das pessoas e mesmo grandes empresas, julga que ao encontrar uma foto nos resultados de pesquisa do Google Imagens, significa que o seu uso é gratuito. Obviamente que não é gratuito e se perdessem um segundo a mais para ler o texto em letras pequenas, encontrariam um aviso a dizer que a foto pode estar protegida por direitos de autor.

Outra desculpa muito comum que podes ouvir é algo “isso foi feito pelo estagiário” ou “ele é novo e não sabia que era ilegal”, mas é óbvio que qualquer empresa ou organização prudente sabe que eles são responsáveis por qualquer crime que um subordinado cometa em seu nome.

5. todas as tuas fotos estão automaticamente protegidas por direitos de autor

Não é seguro dizer que em todos os países do mundo os teus direitos de autor estão automaticamente protegidos, mas é seguro dizer que se o teu país aderiu à Convenção de Berna para os direitos de autor, total de 178 países , então estás protegido.

A partir do momento em que crias uma fotografia, o todo e qualquer parte dela pertencem a ti como o criador da imagem, sem a necessidade de qualquer registo ou notificação, essa foto está protegida por direitos de autor, a menos que revogues esses direitos. Por exemplo, a venda de uma imagem com uma transferência subsequente dos direitos especificados.

conclusão

Apesar da evidência absoluta de quem é o culpado, por experiência própria parei de publicar na internet e nas redes sociais o meu trabalho fotográfico online para evitar que fosse usado ilegalmente. É inegável que a a internet e as redes sociais são ferramentas importantes de marketing.

Entretanto, caso partilhes as tuas fotografias na internet ou nas redes sociais, há várias opções de aumentar o teu nível de protecção. Fazeres “pesquisa reversa” regularmente pelas tuas fotos mais populares. A outra opção é utilizares o Photoclaim.com. Basicamente, procuram as tuas fotos mais populares, das que forneceres cópias, e ajudam-te ao longo do processo da colecta das entidades infringente. Eles cobram apenas um determinado valor pelos casos ganhos. Basicamente não tens nada a perder!